Leis Medicinais Alternativas

medicina alternativa

Nem Sempre As Regras São

As Mesmas.

As portarias que regulamentam os cursos de acupuntura, fitoterapia, naturopatia, osteopatia e quiropraxia foram publicadas em Diário da República, permitindo a regularização dos profissionais que exercem estas terapêuticas em Portugal, num prazo de 180 dias.

Uma lei publicada em 2013 havia já regulamentado as condições de exercício profissional de sete terapêuticas não convencionais — acupunctura, fitoterapia, homeopatia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia e medicina tradicional chinesa.

Os profissionais têm agora 180 dias para requerer a cédula profissional junto da Administração Central do Sistema de Saúde.

Foram 12 anos em que os profissionais que exercem estas terapêuticas aguardaram a regulamentação da sua atividade profissional.

Foram necessários mais quase dois anos para a publicação das atuais portarias.

Debate-se, exaustivamente, em todo o Brasil, sobre a legalidade ou não, da prática da medicina tradicional chinesa por profissionais do assunto, titulados em  cursos técnicos ou pós-graduação lato sensu, que não sejam médicos vinculados aos Conselhos Regionais ou Federal de Medicina.

Desde logo, convém afirmar que a prática da medicina tradicional chinesa, nos ramos da fitoterapia , dietoterapia, acupuntura e outras técnicas da cultura oriental, não é prerrogativa exclusiva de nenhuma profissão  regulamentada.

Considerando a liberdade de exercício profissional e de trabalho, assegurado pela Constituição Federal e tendo presente o Decreto Federal 95.944/88 e Portaria MS 971/06, além das sucessivas decisões judiciais, tem-se  que é absolutamente livre a criação de institutos de nível técnico ou superior para o ensinamento da cultura oriental e da medicina tradicional chinesa, especificamente, em qualquer de suas vertentes, não tendo os Conselhos das profissões regulamentadas o poder de normatização e nem o monopólio para o exercício dessas atividades.

Parece importante realçar, por fim, que  a formação em cursos sobre cultura ou educação das  técnicas chinesas, qualquer que seja,  exigem  certificados, pois qualificação ( como exige a Constituição Federal) significa conhecimento atestado.

Mesmo com tudo isso, a procura de métodos alternativos aumentam a cada ano. Áreas mais específicas como acupuntura oriental nas mãos, programas de auriculoterapia, tratamentos com reflexologia, acupuntura nos pés dentre outros, mesmo sem estar devidamente regulamentados, são oferecidos e procurados por milhares de brasileiros.

A pergunta que fica é: porque será que existe tanta resistência de alguns países ocidentais em regulamentar tais tratamentos alternativos? Existe algum interesse financeiro por trás de tudo isso?

Direito de Ter o Corpo Que Quiser

Ditadura do Corpo

Direitos De Uma Mulher Normal!

Todas nós já costumamos nos olhar no espelho, desejando perder peso, secar a barriga e os as sobrinhas indesejáveis, mudar o cabelo, o nariz, etc. Tudo isso pode-se dizer normal e saudável, desde que não se torne uma obsessão em busca de um corpo ideal da imagem gerada pela sociedade.

A mídia fabricou um ideal de corpo com músculos definidos e a menor quantidade de gordura possível,e que não é possível atingir para a maioria  da população. Este ideal de perfeição interfere na vida de todos nós, até as crianças que, imitam o comportamento dos pais e passam a preocuparem-se com coisas que não deveriam fazer parte da infância. Porém, as mulheres são as mais afetadas, pois sentem-se na obrigação de precisarem corresponder às expectativas sociais de beleza, para poder ter mais prazer sexual, prestígio e com isso ter direito ao amor e a felicidade.

Tem crescido o interesse masculino por uma boa aparência física, mas mesmo fora de forma, não são tão exigidos pelo contexto social que dita a aparência das pessoas como algo crucial em vários aspectos da vida.

A indústria da beleza movimenta bilhões. O Brasil é o 5º maior mercado consumidor de cosméticos do mundo.  Estamos entre os países que mais realizam cirurgias plásticas. A cada dia surgem novos tratamentos que prometem “milagres” para emagrecimentos e redução de medidas. A fortuna movimentada por esse mercado, criou o vício da sedução e ser belo passou a ser um seguro contra a fragilidade humana em todas as esferas.

Há uma massificação de um padrão que tenta nos uniformizar a todos, negando exatamente o que nos caracteriza e nos diferencia, criando um padrão estético corporal de beleza. Precisamos resgatar valores como cuidado com o outro, afeto, solidariedade, caráter…

Nunca, em nenhum outro momento histórico, se investiu tanto (tempo e dinheiro) em busca de um corpo perfeito. A sociedade pós-moderna é caracterizada pela cultura do narcisismo! Esta preocupação com o corpo perfeito vem em resposta aos anos de repressão moral pela qual o corpo passou, sendo considerado como fonte de pecado (culpa pela sexualidade). Hoje esse pecado é comer  – saiu da cama e foi para mesa .

O culto ao corpo deixou de ser uma preocupação com a saúde e passou a exigir de nós uma perfeição de formas e que muitas vezes acaba produzindo doenças como Transtornos de Imagem, os distúrbios alimentares como anorexia (deixa de comer) e a bulimia (come e depois força o vômito) além de provocar ansiedade e até mesmo depressão.

Devemos sim, de forma positiva nos preocupar com nosso físico, mas principalmente por causa de nossa saúde e qualidade de vida. Ser uma mulher, mãe com corpo em forma (ter o corpinho de 21 anos), não depende de exigências exteriores. Temos, como mulheres, o DIREITO de sermos felizes como somos. Por isso podemos sim, em nosso pouco tempo livre, cuidarmos de nosso corpo e mente e de nossa saúde.

Exercícios como agachamento para emagrecer, flexões, abdominais podem nos ajudar muito nessa empreitada. Caminhar, correr e o que está na moda agora, os treinos de alta intensidade em períodos curtos de tempo, são também uma ótima opção para tudo isso!

Lembrem-se, não é o físico que conta, mas nossa atitude e nossa qualidade de vida!